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Marília
Por Larissa Shanti Marília um dia gostara de salmão. Daqueles bem fresquinhos, com a casquinha dura embaixo, cheio de maracujá e sal. Gostara. Passado. Gostara antes dos dentes apodrecerem, da carne flácida e da aridez dos olhos solitários. Gostara. Para o Presente, Marília vivia presa na rotina das enfermeiras. Da cama para a cadeira, da cadeira para a cama. Como se a vida no asilo não definisse ainda mais o seu corpo. Como se a vida de comidas úmidas e sem sal não matasse a


encantos do Rio Vermelho
A luz difusa do inverno invade a Reserva do Rio Vermelho e desperta o misticismo natural da ilha. Diante de reflexos e cavalos, essa Branca de Neve contemporânea dita as regras do seu próprio conto de fadas. Conjunto Honey: Melt Swim - Kimono texturizado: Bhakli Soul - Western boots: acervo pessoal Macacão Galaxy: Melt Swim - Cardigan em tricot com manga balonê: acervo pessoal - Clog Caramelo: acervo pessoal O frio traz uma quietude que envolve a neblina e os pensamentos. Na


Tanto já vivi para chegar até aqui,
Por Flávia Rubim Tanto a viver para chegar até lá. No peito uma janela, a alegria. No umbigo, labirinto. Sou múltipla em tantas vidas, faces, fases. Nos olhos, cores. Mudo o tom da existência cada vez que pouso o olhar na presença. Nas mãos, doação. Sem, sem dúvidas, sem amarras, sem apegos, nas mãos tenho e entrego meu coração. Nos pés, estradas. Força e tensão em exercício de equilíbrio. Me manter em pé é compromisso comigo. A gente olha assim e é difícil acreditar que temo


a pista é a rua
À frente do Sounds in da City, o DJ Allen Rosa transformou a vontade de ocupar as ruas em um movimento cultural que, há mais de uma década, leva música para o espaço público em Florianópolis. Nesta conversa, ele nos fala sobre o que acontece quando a cidade vira pista Fonte: divulgação A Kombi e o sistema de som que ela carrega são símbolos de tempos "old school", mas hoje marcam presença regular no repertório cultural da cidade. A escolha de modelo foi artística, estratégica


o caçador de vírgulas
Entre anatomias impossíveis e criaturas que poderiam existir, Walmor Corrêa constrói uma obra que habita o território instável entre ciência e imaginação. Referência na arte contemporânea brasileira, seu trabalho já percorreu museus e instituições no Brasil e no exterior, criando um universo onde o método científico encontra o delírio e onde o impossível ganha forma. Aqui, Walmor nos conta sobre a origem desse olhar 11ONZ Sou manezinho da ilha, com orgulho. Nascido, inclusive


a ilha em cada traço
Entre o “manezês” e o vôo do martim pescador, o artista Du Albuquerque resgata a alma de Florianópolis em um mapa que te convida a redescobrir o quintal de casa O QUE TE MOTIVOU A CRIAR UM MAPA DE FLORIANÓPOLIS? A história começou em 2008, quando conheci a ilha. Após morar em BH e Buenos Aires, voltei em 2018 com o desejo de registrar o que via e conhecer a fundo a cidade. Queria “captar” a proximidade com a natureza que temos aqui. COMO FOI O PROCESSO DE PESQUISA SOBRE A FAU


a mistura do Brasil e a essência da ilha
vem aí a 10 ª edição do ARVO O que nasceu em 2018 como um encontro despretensioso entre amigos no sul da ilha chega à sua 10ª edição em 2026, consolidando um dos movimentos culturais mais potentes do sul do país Fonte: biah_art O ARVO Festival transcendeu a música: tornou-se um laboratório de cidadania e inovação ambiental. Nesta conversa com o fundador André Costa Nero descobrimos o desafio de ser persistente quanto à sustentabilidade e a dificuldade de manter um festival c


do íntimo ao extraordinário
Em um momento em que o cinema brasileiro volta a ganhar projeção internacional, ouvir quem construiu sua trajetória fora dos grandes eixos é uma grande oportunidade. Cineasta catarinense radicada em Florianópolis, Cíntia Domit Bittar fala a partir de um lugar de maturidade. Depois de anos dedicados ao cinema independente e após uma circulação inédita de seus filmes, sua reflexão ultrapassa a própria carreira e se estende ao estado do audiovisual em Santa Catarina COMO FOI O I


essa mulher está me olhando
É assim que Cadu Zahran, publisher do OFFLINE, se refere a um dos murais de Danka Umbert, no final da Osni Ortiga, a caminho da Lagoa da Conceição. A força do olhar daquela musa virou brincadeira recorrente na redação e também o ponto de partida para a escolha do artista desta edição. Espalhadas principalmente pelo sul e leste da ilha, suas obras fazem parte do cotidiano de Florianópolis. Abaixo, um relato em primeira pessoa de sua própria história Antes que me perguntem, Dan


um reino onde o nada é infinito
Fundadores do projeto, nascidos em Florianópolis, Laurinho Linhares e PH falam sobre origem, processo criativo, independência e a construção de uma comunidade em torno do som do Reis do Nada COMO FOI O COMEÇO DO PROJETO E QUANDO A MÚSICA DEIXOU DE SER BRINCADEIRA? No início, éramos três primos: nós dois (Laurinho e PH) e o Rafa. O Laurinho tocava à noite, tinha banda e já tinha ido para São Paulo, ou seja, conhecia a cena. A gente se juntou com vários amigos e formamos a Cois


tainha chilena
Hugo Rubilar veio de longe e encontrou, na Lagoa da Conceição, o lugar onde o peito enfim respira sem esforço. Nasceu no Chile, aprendeu a viver na Europa e reinventou-se no Brasil. Desde então, pinta a vida como quem devolve o ar que ganhou um dia A TRAJETÓRIA Desde o primeiro momento em que cheguei em Florianópolis, sempre soube que moraria aqui. A Lagoa da Conceição me acolheu há 35 anos e, hoje, me sinto nativo. Na verdade, me sinto uma tainha de Floripa. Cada vez que sai


samba da antonieta
um sonho palpável Por Pedro Areas Era um mês de novembro, desses quentes em demasia. Eu retornava da Cidade Maravilhosa para a Ilha da Magia em um daqueles voos promocionais, apertados, de antes do galo cantar. Era um sábado de mais uma exaustiva semana. Em menos de dez minutos, peguei num sono profundo, de roncar. De súbito, estava numa roda de samba com alguns bambas da pesada, em um boteco do subúrbio carioca, como se fazia antigamente. A mesa era uma porta de madeira desc


entre peles, paisagens e canções
Por vezes em inglês, por vezes em português. Sozinha no quarto ou diante do mar, entre Floripa e São Paulo. Flora Cruz canta o que sente. Com voz suave e presença forte, ela transita entre a calmaria da orla de Santo Antônio de Lisboa e a pulsação dos festivais, compondo melodias que carregam tanto sua herança quanto seu presente. Nesta conversa, ela compartilha as origens, os palcos e os sonhos que florescem agora.


aquarela silvestre
Nesta edição de primavera, escolhemos, como Arte Colecionável, o trabalho delicado e potente de Jhasuá Rodrigues. Seu traço em aquarela traduz, como poucos, a fauna e a flora de Florianópolis, conversando com esta estação: um tempo de cores, de renovação e de encantamento.
A seguir, a artista compartilha, em suas próprias palavras, um relato sobre sua trajetória, inspirações e o processo que dá vida à sua arte.


na costura do tempo
Os jeans da Krieger não são apenas roupas: são companheiros de vida. As peças RAW e Selvedge, feitas com algodão rígido 100%, têm personalidade. São como cavalos chucros que precisam ser domados até se moldarem ao corpo do dono. Com o tempo, ganham marcas, memórias e uma beleza que só o uso pode esculpir. Em um setor onde a degradação da cadeia produtiva se tornou regra, a marca nasceu com o compromisso de apoiar e valorizar os artesãos que ainda resistem.


Moriel Costa: o som que vem do invisível
Moriel é mais do que o vocalista da banda mais querida de Florianópolis, é o tradutor da ilha. O encontro com Moriel aconteceu na Ponta das Almas. Ele chegou como quem já faz parte do cenário: sorriso aberto, pele dourada de quem acabou de sair do mar, olhar atento e aquela energia boa que todos sentem de longe. Saímos de lá com muito mais que suas palavras, o que Moriel nos deu foi imagens, sensações, silêncios que falam.


tinta, asfalto e mar
Don Braga, surfista e tatuador de mão cheia, carrega não apenas tintas, mas histórias inquietas que o movem entre o renascimento europeu e a rebeldia do skate old school. Para a segunda edição do OFFLINE, ele assinou a arte colecionável, trazendo um pouco dessa mistura rara entre tradição e contracultura para nossas páginas


música que respira junto à cidade
A OCI (como carinhosamente é chamada) vem trilhando um caminho particular dentro do cenário musical brasileiro. Durante esta trajetória, desafiou rótulos, misturou tradição à experimentação e apostou na força do coletivo. Com 11 músicos e sem maestro, a OCI funciona como um organismo vivo. “É como se os corações batessem no mesmo ritmo. A gente se escuta de verdade. A energia é construída no olhar, no gesto, na respiração”.


Nouvella
A banda Nouvella é formada por Yasmin no vocal, Gabriel na guitarra, Jenks no baixo e Luna na bateria. Desde 2019, vem sacudindo a cena...


altus peixinho
“Em 29 de janeiro de 2024, um domingo, começamos uma das semanas de pescaria mais épicas que já vivemos em Floripa. Sem horário de verão,...
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