top of page


1/1


o baile que virou pedra
Dizem que, muito antes da Ilha da Magia ter esse nome, as bruxas já escolhiam seus cenários preferidos para celebrar a noite. Um deles era o antigo gramado de Itaguaçu, à beira-mar, onde a lua batia cheia e o vento soprava como quem anuncia travessura. Foi ali que decidiram organizar um grande baile. Mandaram recado para criaturas de todo tipo: lobisomens, sacis, vampiros, mulas-sem-cabeça e encantados das matas e dos mangues. Se tivesse rabo, dente afiado ou algum traço de a


o surf como oração diária
Cabelos brancos ao vento, prancha debaixo do braço e um sorriso sereno. Aos 65, Rico segue riscando as ondas, mostrando que juventude é estar em movimento Quem mora ou passa pelo Rio Tavares já cruzou com ele. Rico é uma daquelas figuras que já se tornaram parte da paisagem, como uma lenda viva, símbolo do espírito livre que ainda resiste na ilha. Nascido em Curitiba, ele é da segunda geração de surfistas de Florianópolis e carrega na pele o sal, a sabedoria de quem fez do su


a lenda de Conceição e Peri
Durante semanas, se encontraram em segredo à beira da lagoa, onde a noite os protegia e o vento escondia suas promessas. Mas o amor entre eles era proibido; nem as bruxas queriam, nem os anciãos da aldeia permitiam. Ela era filha da lua. Ele, da terra. E isso, naquela época, bastava para que o mundo tentasse separá-los...


o pescador e o tempo
Bebeto é da quarta ou quinta geração de pescadores da Lagoinha do Norte, colecionador do Troféu Tainha de Florianópolis. Cresceu com o sal grudado na pele, sentado no barco, ao lado do avô, ouvindo e aprendendo as responsabilidades do mar. Hoje, com mais de 40 anos de mar e rede, ele é patrão de canoa, o homem da popa: quem dirige a embarcação e cerca o cardume com experiência herdada e suor próprio.


o guardião invisível
A Lagoinha tinha suas regras. E quem não entendia o clima do lugar, descobria isso logo. Waldir escrevia, em pranchas de surf quebradas, que serviam como placas: proibido fumar maconha. “Eu dizia: quer fumar, vai lá no mato. Mas aqui, não. Aqui é lugar de Família.” Quem desrespeitava, às vezes, era surpreendido com um puxão de barraca. Com gente dentro mesmo. “Não era pra machucar. Era pra mostrar que ali tinha regras.”
E assim nasceu o monstro.


minerva
Minerva não é apenas um nome, é um eco antigo, uma chama acesa nas veredas do tempo. Sua história atravessa florestas, desertos, mares, aldeias e cidades, como quem carrega em si o mapa das coisas invisíveis.


dólmen da oração
Nosso bate-papo com a benzedeira Camila Gomes, que resgata o saber ancestral das benzedeiras da Ilha, estreia o bloco "Histórias de...


o aviador, o escritor e o mistério no céu do Campeche
Pouca gente sabe, mas Florianópolis guarda um segredo no céu e nas areias do Campeche. Um segredo que remonta aos anos 1920 e envolve um...
bottom of page
