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Paulina Sabioncello

  • larissashanti
  • 16 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

moda que nasce de experiências


"Algumas peças só nascem depois de errar muito."

Paulina nasceu no Chile, estudou Artes na Califórnia e hoje finca os pés e seus tecidos em Florianópolis. Se a marca carrega o nome dela, é porque não existe separação entre criadora e criação. Ela sempre costurou as próprias roupas, muito antes de ter um CNPJ. A marca nasceu não de um plano de negócios, mas da vontade de vestir liberdade.


A ilha entrou em sua alma com cor e textura. As fl ores da restinga, o vento da Barra da Lagoa, o caos harmônico entre nativos e estrangeiros que inspiram formas, curvas e estampas. “A natureza não erra”, ela diz. É desse olhar bruto e intuitivo que nascem suas peças: vividas antes de serem desenhadas.


Aqui na ilha, ela produz roupas que são enviadas para o mundo inteiro, mas sem abrir mão de fazer do seu jeito, sem fórmulas de Instagram, sem seguir modismos. O feed da marca não tem paleta de cores nem estratégia de engajamento. Tem vida real.


Entre todas as criações, existe uma peça que simboliza esse processo imperfeito e insistente: o “surf bikini”. Para lançá-lo no verão, ela enfrentou o mar gelado do inverno inúmeras vezes. Cada mergulho: um teste. Cada costura: um recomeço. O desafio era unir estética e função para confeccionar um biquíni bonito e firme no corpo.


“Sou boa de molde”, ela diz. “Mas algumas peças só nascem depois de errar muito e insistir mais ainda”, ri.


Paulina Sabioncello é movimento: surf, kitesurf, yoga, skate, snowboard, tênis, academia. É no corpo em ação que surgem as ideias, as necessidades e as modelagens das peças que abraçam, sustentam, protegem.


Mas não é só no esporte que sua moda respira. A sua linha urbana veste uma mulher que não aceita escolher entre elegância e força. Inspirada pelas rendeiras da Ilha, Paulina incorpora rendas artesanais em peças que carregam delicadeza e ancestralidade.


Sustentabilidade, para ela, não é discurso. Apesar da indústria da moda ter muito chão para traçar neste tema, Paulina trabalha com fornecedores preocupados com impacto ambiental, também como forma de incentivo: “usar Eco Bio poliamida ou outras opções faz os fornecedores investirem mais nestas tecnologias”, diz ela. O Eco Bio poliamida é um tecido com maior porcentagem de elastano, ao poliéster, o que proporciona maior longevidade das peças. Já as peças para uso diário, e prolongado, são produzidas com tecidos 100% algodão, unido a estampas digitais, que reduzem resíduos. Silenciosamente, parte do lucro vai para resgates de animais e ONGs: não como marketing, mas como instinto.


Autêntica, latino-americana e sem pressa. Paulina não quer vestir todo mundo. Quer vestir quem entende que moda não é só sobre corpo, é sobre história, coragem e território.



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