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o baile que virou pedra
Dizem que, muito antes da Ilha da Magia ter esse nome, as bruxas já escolhiam seus cenários preferidos para celebrar a noite. Um deles era o antigo gramado de Itaguaçu, à beira-mar, onde a lua batia cheia e o vento soprava como quem anuncia travessura. Foi ali que decidiram organizar um grande baile. Mandaram recado para criaturas de todo tipo: lobisomens, sacis, vampiros, mulas-sem-cabeça e encantados das matas e dos mangues. Se tivesse rabo, dente afiado ou algum traço de a


o guardião invisível
A Lagoinha tinha suas regras. E quem não entendia o clima do lugar, descobria isso logo. Waldir escrevia, em pranchas de surf quebradas, que serviam como placas: proibido fumar maconha. “Eu dizia: quer fumar, vai lá no mato. Mas aqui, não. Aqui é lugar de Família.” Quem desrespeitava, às vezes, era surpreendido com um puxão de barraca. Com gente dentro mesmo. “Não era pra machucar. Era pra mostrar que ali tinha regras.”
E assim nasceu o monstro.
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