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seu filho tem dificuldade com matemática?

há 3 horas
3 min de leitura

Enquanto 73% dos estudantes brasileiros não dominam o básico da matemática, uma iniciativa criada em Florianópolis, baseada na neurociência, propõe resolver isso em quinze minutos por dia

Fonte: divulgação Fiboo
Fonte: divulgação Fiboo

Você já viu aquela cena do seu filho fazendo a mesma conta pela quinta vez, apagando, contando nos dedos; ele acertou ontem, mas hoje, ao se deparar com a mesma conta, ele trava de novo. Alguns se frustram, outros desistem no meio, e tem os que já declaram que não gostam de matemática. Não é preguiça, e não é falta de inteligência: segundo a neurociência, é falta de automaticidade — um conhecimento que ainda não migrou da memória de trabalho, limitada e que se esgota rápido, para a memória de longo prazo, onde as coisas viram automáticas de verdade.


Os dados confirmam o que acontece em casa, pois, segundo o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) de 2022, 73% dos estudantes brasileiros têm desempenho insuficiente em matemática e sete em cada dez estudantes brasileiros de 15 anos não atingem a noção mínima das operações básicas. Enquanto a tabuada não vira automática, o estudante precisa “consultar” a própria memória de trabalho toda vez que soma ou multiplica, e sobra pouco espaço mental para o raciocínio mais complexo que a conta pede. É esse gargalo, mais do que qualquer falta de aptidão, que traz tanta dificuldade para muitas crianças e jovens na hora do dever de casa; afinal, a escola ensina o conceito e a aplicação, mas raramente tem carga horária para treinar a técnica até ela virar automática.


Fonte: divulgação Fiboo
Fonte: divulgação Fiboo

Foi tentando resolver esse problema que um engenheiro fundou a Fiboo, plataforma de ensino de matemática que hoje ganha espaço em Florianópolis, com uma sócia que já atuou anos como voluntária na área social. Ainda criança, o fundador praticou matemática fora da escola — por facilidade, não dificuldade —, e chegou a ficar anos adiantado em relação ao currículo. A experiência o levou à engenharia e, depois, a uma pós-graduação em neurociência e neuroeducação, que deu forma ao método da Fiboo.


Na plataforma, o estudante pratica quinze minutos por dia, como atividade extraescolar escrevendo à mão em um tablet com caneta e nunca tocando em múltipla escolha. A escolha foi baseada na pesquisa da neurocientista Audrey van der Meer, da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, que mostrou que escrever à mão ativa uma rede cerebral mais ampla do que digitar. Ao final da prática, cada página é corrigida na hora, exercício por exercício, e o sistema só avança quando a criança domina o conteúdo com constância, não bastando acertar uma única vez. O que já foi aprendido volta no momento certo, pouco antes de ser esquecido, seguindo o que a ciência chama de repetição espaçada.


A plataforma é pensada para crianças e adolescentes a partir dos seis anos, quando já escrevem números sozinhos, mas não tem limite de idade: a Fiboo já colheu feedback positivo até de adultos cursando a EJA e de idosos em práticas de fisioterapia.

Por trás da plataforma está também a convicção de que aprender exige prática constante e não pode ser um passatempo pontual. O que o método promete é uma base sólida, portanto disciplina, concentração e autoconfiança costumam ser as primeiras mudanças que a família percebe em casa, muitas vezes antes mesmo de qualquer boletim escolar mudar. Em testes com 13 famílias e um piloto em escola pública durante 6 semanas, o relato se repete: estudantes mais interessados em praticar e, depois de semanas, alunos que pararam de contar nos dedos.


Fonte: divulgação Fiboo
Fonte: divulgação Fiboo

Há ainda uma camada que interessa a quem lê este jornal pensando na infância ao seu redor. A cada licença comprada a família automaticamente apadrinha a licença de outra criança bolsista, que é atendida por uma instituição parceira, escola pública ou ONGs de educação infantil. Não é uma doação opcional no fim da compra, está embutido no preço desde a concepção do negócio, criado com foco em empreendedorismo social. As instituições parceiras já contam com os tablets necessários, financiados pelas famílias apadrinhadoras ou por empresas via leis de incentivo. As turmas apadrinhadas começam em outubro de 2026, ou seja, matricular seu filho não é só resolver a conta que trava em casa: é também abrir, para outra criança, a mesma porta que ele está prestes a atravessar.


Se a cena do início deste texto parece familiar, vale começar hoje os quinze minutos por dia, no horário que a família escolher. Quem quiser testar gratuitamente, já pode acessar fiboo.ai e dar o primeiro passo.


Para saber mais, acesse o site indicado ou @fiboo.ai, no Instagram.

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