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o que esperar da tecnologia em 2026

  • 21 de mar.
  • 3 min de leitura
Por Diego Brites Ramos

O ano de 2026 será marcado pela consolidação de tendências tecnológicas que vão redefinir a forma como pensamos inovação no Brasil e no mundo. Afinal, atravessamos um momento em que a tecnologia deixou de ser apenas uma ferramenta de apoio, para se tornar o centro de decisões estratégicas. O que antes era uma vantagem competitiva, hoje é uma condição de sobrevivência tecnologia em 2026


MULTIAGENTES

Segundo relatório recente da Gartner, referência mundial em pesquisa e consultoria em TI, a disrupção tecnológica está evoluindo em velocidade recorde. Uma das grandes apostas é o avanço dos sistemas multiagentes de Inteligência Artificial (IA), em que diferentes agentes especializados colaboram entre si para executar tarefas complexas de forma coordenada. Até 2027, estima-se que 70% desses sistemas contarão com esta tecnologia, o que exigirá, também, uma arquitetura mais sofisticada e governança refinada.


Fonte: Huan Gomes (sem uso de I.A.)
Fonte: Huan Gomes (sem uso de I.A.)

SEGURANÇA PARA IA

Esse cenário reforça a necessidade de segurança em aplicações de IA. O uso massivo dessas tecnologias abre portas não só para inovações, mas também para riscos, muitos deles invisíveis aos olhos de gestores e usuários. As plataformas de segurança para Inteligência Artificial prometem ser fundamentais nesse novo ciclo, centralizando o controle e garantindo que essas aplicações funcionem de forma ética, transparente e dentro dos limites estabelecidos.



PLATAFORMAS NATIVAS


Ao mesmo tempo, veremos uma mudança significativa na forma de desenvolver software. As chamadas plataformas nativas de IA permitirão que equipes pequenas, até mesmo pessoas fora da área técnica, possam criar soluções com o apoio de ferramentas generativas. Isso democratiza a tecnologia, aproxima as áreas de negócio da inovação e acelera a entrega de valor em todas as pontas.



GEOPATRIAÇÃO


Reitero que inovação tecnológica também caminha lado a lado com responsabilidade e estratégia. O cenário de instabilidade geopolítica global vem acelerando o movimento de algo chamado geopatriação: a busca por soluções de nuvem e infraestrutura digital locais, mais próximas da realidade regulatória e de soberania dos países.


O que antes era uma preocupação exclusiva de governos e instituições financeiras, agora passa a fazer parte do planejamento de empresas de todos os portes.


CIBERSEGURANÇA PREDITIVA


Outro ponto crítico será a cibersegurança preditiva. De acordo com a Gartner, até 2030 metade dos investimentos em segurança digital será destinada a soluções que não apenas reajam a incidentes, mas que consigam prever ameaças com base em análise de dados e inteligência de contexto. Serão mais de um milhão de novas vulnerabilidades descobertas por ano, um volume que exige mudanças profundas na cultura de proteção digital.



A este cenário tecnológico somam-se as transformações nas habilidades humanas. O World Economic Forum, em seu relatório "The Future of Jobs", aponta que competências como pensamento analítico, adaptabilidade, colaboração e aprendizado contínuo estarão entre as mais demandadas até o final da década. Em outras palavras, não basta termos ferramentas poderosas, precisamos de pessoas preparadas para usá-las com consciência, criatividade e responsabilidade.


Na ACATE, acompanhamos essas mudanças com atenção redobrada. Nosso ecossistema em Santa Catarina, um dos mais dinâmicos do país, mostra diariamente como inovação e colaboração podem caminhar juntas. Em 2026, acreditamos que as empresas que souberem unir tecnologia com estratégia, segurança com velocidade e pessoas com propósito estarão mais preparadas para crescer, mesmo diante de incertezas.



Diego Brites Ramos é líder em tecnologia, inovação e ecossistemas. Formado em Engenharia Elétrica pela UFSC, atualmente é sócio e CEO do Grupo TELTEC, e Presidente da ACATE - Associação Catarinense de Tecnologia.
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