top of page

antes de tudo que tem hoje

  • larissashanti
  • 16 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura
Por Pinho Menezes

Quando a Joaquina entrou no mapa do turismo, os descolados, intelectuais e hippies modernos perderam a sua essência, seu refúgio: o saudoso Bar do Chico. Um pé na areia disputado, que servia o melhor croquete de camarão da ilha e uma cerveja sempre gelada.


Sem querer dividir seu espaço com ônibus de excursão, essa turma migrou para o Bar do Deca, na Praia Mole. O Bar do Deca nada mais era do que um simples rancho de pescadores, localizado no costão esquerdo da praia.


Ali, os descolados e órfãos de um bar sem turistas (apenas com gente local, comida boa e um ambiente simples e acolhedor) começaram a se reunir. Com o tempo, o lugar ganhou fama de ser um ponto bacana, frequentado por gente interessante. Isso foi em 1984.

Mas, para falar da Praia Mole, além do seu Deca, dono do primeiro bar da praia, é preciso tirar o chapéu para duas figuras visionárias e muito conhecidas em Florianópolis:


O primeiro é Manoel de Menezes, nascido em 1924, que hoje dá nome à rodovia que passa pela Praia Mole. Em 1974, depois de já ter fundado o primeiro hotel no Morro da Lagoa da Conceição e o primeiro hotel da Joaquina, decidiu morar na, então pouco falada e quase inabitada, Praia Mole.


Na época, o local era apenas uma passagem para a Barra da Lagoa, onde vivia uma colônia de pescadores.


Jornalista, escritor e radialista, Manoel de Menezes foi o corajoso que construiu a primeira casa da Praia Mole e ali viveu até sua morte, em 1996. Sempre teve um amor declarado por aquele pedaço de paraíso onde escolheu viver, e morrer. Por longos anos, foi seu primeiro morador, entusiasta e divulgador.


O segundo é Luiz Antônio Gonzaga, o “Profeta”. Estudou Medicina no Rio de Janeiro, já que em Florianópolis não havia o curso, e, nas férias, vinha sempre para cá. Em uma dessas vindas, com o apoio do pai e do irmão, comprou o terreno onde, aos poucos, construiu o Hotel Cabanas da Praia Mole.


Começou devagar: primeiro as cabanas, depois a piscina, em seguida o restaurante do hotel, até chegar à estrutura que conhecemos. Além de médico, era também ceramista e orquidófilo.


Esses dois homens foram os verdadeiros pioneiros; merecem todo o reconhecimento por estarem tão à frente de seu tempo e por terem sido os descobridores da nossa Praia Mole.



Hoje, somos abençoados e protegidos pela estátua de pedra do surfista Toló, nosso eterno “menino do rio manezinho”, falecido nos anos 80, que fica em frente ao hotel: um monumento ao esporte, com quatro metros de altura e algumas toneladas, símbolo eterno da nossa praia.



bottom of page