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pé na areia, pé na grama

há 1 dia
3 min de leitura

o respiro que o Jardim Botânico oferece à Ilha

O verde do Jardim Botânico de Florianópolis abre-se entre o fluxo constante da rodovia, os prédios altos dos bairros centrais e os mistérios do mangue. O parque, em constante melhora e ampliação, é o lugar perfeito para encontrar um canto calmo durante a semana, aproveitar uma aula ao ar livre ou prestigiar uma das muitas exposições

Fonte: reprodução OFFLINE
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As mudanças foram sentidas primeiro pela comunidade ao redor. Moradores e frequentadores do bairro, acostumados ao grande espaço vazio, foram descobrindo aos poucos os frutos do movimento de preenchimento que se via acontecendo ao longo dos anos: falava-se de um jardim, um espaço público dedicado à valorização e à preservação da flora local. Depois de notícias de exposições, apresentações, eventos e a promessa de um novo oásis para aproveitar a cidade, começaram a aparecer os convites para caminhadas, tardes em família, leituras ao sol e piqueniques.


Floripa, se sabe, é especial por preservar um elo peculiar entre o que faz uma cidade grande e o que conecta o interiorano à natureza, muitas vezes dispensando a necessidade de parques urbanos em favor da abundância de cenários naturais que estão sempre logo ali, assim como os programas que possibilitam. Mesmo assim, se nunca faz mal um pouco de variedade, a vontade de mais espaços dedicados ao verde e ao ar livre já se mostrava forte com a popularidade do enorme Horto Florestal do Córrego Grande, que é nada menos do que um pedaço protegido da vibrante Mata Atlântica.


Fonte: reprodução OFFLINE
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Com o crescimento da cidade, principalmente dos bairros mais centrais, a vontade se transforma em necessidade: é preciso poder encontrar espaço para ver a amplitude do céu sem abdicar do movimento urbano e, em um momento de juntar esforços de cuidado ambiental em escala local e mundial, é necessário contar com cada lugar que possa oferecer contato com o que se busca proteger de forma interativa, lúdica e informativa.



Essa é a lacuna que vem sendo preenchida aos poucos pelo Jardim Botânico. Temos, na cidade, um parque que se espalha por 19 hectares e conta com os clássicos gramados, além de espaços dedicados à brincadeira, ambientes pensados para o ensino e dinâmicas informativas.


Abriga, ainda, mais de 5 mil espécies de plantas, organizadas em jardins – como o jardim temático, que recebe flores sazonais e tem vista para os jovens baobás e sequoias.

O espaço reúne também exemplares de arecáceas, frutíferas, cactos, bambus e a coleção Fritz Müller, que reúne plantas ligadas aos estudos do biólogo, além de uma horta agroecológica, plantas medicinais, espécies exóticas em risco de extinção, um meliponário de abelhas nativas sem ferrão e uma agrofloresta.


Fonte: reprodução OFFLINE
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Além do acervo, também as estruturas fazem parte da beleza. O novo deque, que se estende até o manguezal, é uma preciosa adição que permite ver de perto o burburinho do rico ecossistema; o Centro de Eventos e Exposição recebe periodicamente ações artísticas, culturais e sociais; por fim, logo será inaugurado o Jardim Japonês, projetado em parceria com a Associação Nipo-Catarinense, que anuncia um novo pavilhão de eventos, peças temáticas e um lago. Tudo isso perto de casa e com o conforto de se perceber em comunidade. Afinal, não há lugar melhor para se sentir parte de um todo do que aquele compartilhado por pessoas, insetos, pássaros, famílias de capivaras e jacarés-de-papo-amarelo.


O Jardim Botânico de Florianópolis, para além de um ambiente pensado para o lazer, é parte do esforço que há anos busca retomar e proteger a tão valiosa natureza da ilha. Vamos aproveitar o que Floripa nos oferece, mas sempre com o respeito de quem gostaria de fazer isso por muitos e muitos anos.


O JARDIM BOTÂNICO está na Rodovia Admar Gonzaga, n° 742-782, no Itacorubi.

Fica aberto de terça a domingo, das 7h às 19h, e a entrada é gratuita.

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